Decisão dos signatários do Movimento, divulgada no jornal Público
Eis a notícia do jornal, publicada no dia 2 do presente mês, que remete para o que foi debatido e decidido pelos signatários do movimento, na última reunião do grupo:
Movimento recorre ao MP para travar obras o Palácio de Cristal
(Por Daniela Soares)
Relatório sobre chumbo do referendo na Assembleia Municipal vai ser enviado ao Ministério Público
O Movimento de Defesa dos jardins do palácio de cristal decidiu entregar ao MP um relatório sobre a forma como a Assembleia Municipal do Porto chumbou a proposta de realização de um referendo sobre a construção de um centro de congressos aquele espaço. “O comportamento da assembleia não foi correcto. Não há um documento que argumente porque é que se votou contra”, disse ao Público Soares da Luz, porta-voz do movimento.
Duas semanas depois da assembleia ter rejeitado aquele que seria o primeiro referendo local no Porto, os dinamizadores da contestação ao centro de congressos reuniram-se anteontem no bar dos jardins e decidiram ainda realizar um estudo do impacte ambiental desta edificação. O estudo, a cargo do arquitecto Célio Oliveira, será entregue a associações ambientalistas e à comunicação social e, com ele, o movimento tentará perceber até que ponto o centro de congressos perturbará “a tranquilidade” daquele espaço, com a circulação de pessoas que este tipo de equipamento habitualmente gera.
Apesar do chumbo do referendo, Soares da Luz considera que o movimento não saiu “derrotado”, porque “a luta resultou na alteração do projecto”. “Conseguimos seis mil assinaturas para o referendo e sete mil assinaturas para apoio. O que nós prometemos perante os cidadãos portuenses cumprimos”, assinala. O centro de congressos, inicialmente projectado por Carlos Loureiro para a zona do lago, foi entretanto transferido para a zona do parque de estacionamento subterrâneo, existente diante do Rosa Mota, numa zona lateral, de modo a não colidir com a vista frontal do imóvel.
PÚBLICO, 2 de Maio de 2011





